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O eixo vertical é o ritmo, o horizontal é a orientação. A marca mostra onde você está no mapa.
Você une a abertura à cordialidade, então as pessoas se sentem bem por perto e ficam com gosto. Sabe reconhecer, apoiar e manter um bom clima sem abafar ninguém. O risco é o tema conflituoso: você prefere contorná-lo com uma piada ou com gentileza a abri-lo - e o que não é dito sempre volta.
Você tira energia das pessoas. Uma ideia só ganha vida de verdade quando você conversa sobre ela com alguém - e é raro alguém sair de perto sem vontade de entrar junto.
Os quatro estilos existem em você, o que muda é a proporção entre eles. Esta é a força com que cada um deles aparece, em ordem, do mais marcante para o menos.
A pontuação mostra a força de cada estilo no seu comportamento, não a qualidade nem as capacidades. A comparação é aproximada.
Os quatro estilos se resumem em dois eixos que dizem o máximo sobre o seu comportamento: em que ritmo você entra nas coisas e se olha primeiro para a tarefa ou para a pessoa.
Nem pressa, nem ponderação sem fim. Você sabe acelerar quando é preciso e também esperar quando a espera faz sentido. O ponto fraco desse equilíbrio costuma ser que o ritmo acaba sendo definido por quem está em volta.
Você percebe primeiro as pessoas e o clima, só depois a tarefa em si. Perto de você se trabalha bem, mas os assuntos desagradáveis acabam adiados por mais tempo do que seria saudável.
Entre o seu estilo mais forte e o mais fraco há uma diferença grande. Algumas posições estão bem à frente e aparecem em quase toda situação, outras ficam tão atrás que você não entra nelas por conta própria. Onde o ambiente combina com você, isso é claro e forte; fora dele, quem está em volta percebe antes de você.
8diferença entre o 1º e o 2º estilo 36dispersão do perfilO que o seu estilo principal significa na prática, onde ele ajuda você e onde ele freia você.
Entusiasmo contagiante, facilidade para criar contato e capacidade de vender uma ideia até para quem no começo não acreditava nela. Em uma equipe travada, você sabe reacender o clima.
Você começa mais coisas do que consegue terminar, e os detalhes escapam por entre os dedos. A necessidade forte de reconhecimento também sabe desviar você do que é certo para o que agrada.
Você gosta de falar, fala com cor e pensa em voz alta. O risco é a palavra ficar com quem também fala muito: o colega mais quieto não entra em uma conversa já embalada.
Você funciona melhor entre pessoas, em coisas com impacto visível e com espaço para improvisar. A solidão, a rotina e a papelada longa drenam você.
Sob estresse você fala ainda mais e promete mais rápido do que consegue cumprir. Quando às palavras se soma o incômodo de que ninguém notou o seu trabalho, é hora de desacelerar e levar alguma coisa até o fim.
Vendas, marketing, relações públicas, treinamentos, recursos humanos, mídia - em toda área que trabalha com pessoas e em que saber entusiasmar compensa.
A dominância é o seu estilo mais fraco, então o conflito, a pressão e a decisão rápida ficam como última opção. Na hora de frear alguém, de dizer um não desagradável ou de decidir sem ter todas as informações, o impulso vai ser adiar mais um pouco. Nessas horas vale chamar uma pessoa com D marcante ou, no mínimo, definir de antemão um prazo depois do qual você decide com o que tem em mãos.
A pontuação mais baixa não é uma falha de caráter. Ela mostra apenas a posição em que você não entra por conta própria, e por isso vale saber quando chamar outra pessoa para ela.
Os atritos mais comuns não nascem de alguém fazer algo errado, e sim da diferença de ritmo e do que cada pessoa precisa ouvir. Aqui está o guia para lidar com cada estilo quando o seu estilo primário é Influência.
Vá rápido ao cerne da questão e fale do resultado, não do caminho até lá. Deixe o entusiasmo para depois; você conquista essa pessoa com um ganho concreto e deixando a decisão nas mãos dela.
Duas pessoas entusiasmadas se entendem em um minuto, só que a conversa costuma terminar sem conclusão. Combinem de antemão quem entrega o quê e até quando - e registrem por escrito, para os dois terem em que se apoiar.
Baixe o ritmo e o volume. Ele precisa de tempo para pensar e da certeza de que as coisas não mudam da noite para o dia; pergunte a opinião dele diretamente, sozinho ele não pede a palavra.
Entusiasmo não vale como argumento para ele. Traga números, material e um caminho concreto, dê tempo para a conferência e não leve as perguntas para o lado pessoal - é justamente por elas que você ganha a confiança dele.
O capítulo anterior era um guia para você. Este é o contrário: dicas que ajudam os colegas dos outros estilos quando eles lidam com você. Mande para eles sem receio, os dois lados ganham tempo.
Para um colega do estilo DominânciaReconheça o entusiasmo dele antes de ir ao ponto. Você ganha um aliado que vende o seu plano para os outros - só precisa deixar espaço para ele falar.
Para um colega do estilo EstabilidadeDê espaço para ele falar e se entusiasmar e, só depois, anotem juntos o que disso vale de verdade. Reconhecimento dito em voz alta funciona com ele mais do que se imagina.
Para um colega do estilo ConscienciosidadeNão comece pelas ressalvas. Primeiro reconheça a ideia, depois acrescente os fatos e pergunte o que vocês vão fazer com os riscos juntos - senão ele transforma você no freio de plantão.
O DISC é um modelo popular de comunicação no trabalho, não um diagnóstico clínico. Ele descreve o jeito de se comportar, não mede capacidades nem desempenho, e a comparação entre os estilos é aproximada. Veja o resultado como um convite à autorreflexão, não como base para decidir sobre pessoas.
Este teste serve para um autoconhecimento aproximado e não substitui um diagnóstico psicológico profissional.