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O ponteiro mostra o seu nível geral de dúvida numa escala de 0 a 100, em que zero significa terreno firme sob os pés e cem, dúvidas fortes sobre si; a escala é aproximada.
De onde vêm as suas dúvidas: as três fontes estão aqui ordenadas da mais forte à mais fraca, e a primeira determina o seu perfil.
A pontuação descreve a força da dúvida no que você vive por dentro, não a sua capacidade nem o trabalho entregue. A comparação é aproximada.
O quanto o seu perfil é nítido Uma das fontes lidera em você com vantagem clara, então está claro de onde vêm as dúvidas - e isso é uma boa notícia. Você não precisa resolver tudo de uma vez, basta atacar em um ponto só: as técnicas abaixo miram exatamente ali.
17vantagem da fonte dominante 34dispersão entre as fontesVocê tem resultados, um papel e responsabilidade nas costas e, ainda assim, carrega a sensação de que está mais representando tudo isso - como se a competência de verdade pertencesse a outra pessoa e você tivesse apenas acertado o figurino. Por isso você se prepara mais do que o necessário e pergunta menos do que gostaria, para que não venha à tona o que você ainda não sabe. Só que essa sensação é um hábito da mente, não um fato sobre a sua capacidade - e hábito dá para desaprender.
A dúvida sobre a própria capacidade não é uma visita rara em você, e sim uma espécie de colega de quarto fixo - os resultados existem, você é que raramente os aproveita. O trabalho sai, só que parte da energia vai para a preparação extra, para a conferência e para pensar se você realmente dá conta. São dúvidas que custam energia a você e merecem atenção; a boa notícia é que a sua pontuação mostra com bastante precisão de onde elas vêm.
A fonte com a pontuação mais alta. O que a mantém viva, como você a reconhece num dia comum e em que momentos ela se manifesta com mais força.
Por dentro, você sente que o seu lugar pertence a alguém mais capaz - e que uma hora ou outra isso vai aparecer.
A sua cabeça trabalha com uma suposição silenciosa: a de que a sua capacidade real é menor do que aparenta ser por fora. Para não passar vergonha, você se prepara mais do que o necessário, prefere não perguntar e não arrisca nada - e, quando tudo dá certo no fim, credita isso à preparação, não a você. Assim o receio nunca ganha a chance de ser desmentido, então ele entra na situação seguinte com a mesma força de antes.
No trabalho, você reconhece isso pelas reuniões em que fica em silêncio até ter cem por cento de certeza - e depois escuta a sua própria opinião saindo da boca de outra pessoa. Nos estudos, você pergunta menos do que precisaria, porque a pergunta poderia entregar o que você ainda não sabe. E, entre os colegas de área, você se coloca no papel de quem ainda está correndo atrás dos outros, mesmo passando por fora exatamente a mesma segurança que eles.
O gatilho costuma ser um papel novo, a apresentação do próprio trabalho ou uma sala cheia de gente que, na sua cabeça, sabe mais. Nesses momentos, você se vigia mais e fala com mais cuidado, então parte da energia que poderia ir para o desempenho vai para que ninguém perceba nada.
Cinco passos concretos apontados diretamente para a sua fonte dominante: as dúvidas não têm um botão de desligar, mas dá para desaprendê-las, e para isso basta começar por uma única técnica, não por todas de uma vez.
Diga em voz altaEscolha uma pessoa da sua área em quem você confia e descreva a ela, de forma concreta, aquilo que gera insegurança em você - não o genérico “sinto que não dou conta”, e sim “tenho medo de ficar sem argumentos na apresentação”. Quase sempre fica claro que o outro lado conhece a mesma coisa, e a sensação de uma incapacidade exclusiva se dissolve no meio de uma conversa. A dúvida não dita cresce; a dúvida dita encolhe.
Diário das coisas prontasNo fim do dia, anote três linhas com o que ficou realmente pronto - uma análise enviada, um problema resolvido, uma prova já feita. Não escreva impressões do tipo “foi mais ou menos bem”, apenas fatos; impressões se entortam sob pressão, uma lista não. Depois de um mês, você tem na mão um comprovante com o qual a sensação de “não sei fazer nada direito” não consegue competir.
Iniciante não é impostorQuando surgir o pensamento “eu não pertenço a este lugar”, traduza-o para uma frase mais precisa: “esta coisa específica eu ainda estou aprendendo”. A primeira frase fala do seu valor e não dá para fazer nada com ela; a segunda fala de uma habilidade e tem solução. Entre essas duas frases cabe toda a diferença entre a impotência e um plano.
Um teto para a preparaçãoDefina de antemão quanto tempo você vai dar à preparação - duas horas para uma apresentação, por exemplo - e pare quando o tempo acabar, independentemente do que sentir. A preparação extra já não aumenta a qualidade: ela só acalma a insegurança por um instante e, com isso, ensina a insegurança a se manifestar de novo na próxima vez. O teto incomoda exatamente duas vezes; depois você se acostuma.
Você um ano atrásCompare-se com quem você era um ano atrás, não com as pessoas ao redor - delas você vê os resultados prontos, não os começos atrapalhados e as coisas que não deram certo. Anote três coisas concretas que você dá conta hoje e não dava um ano atrás; normalmente são mais do que você espera. A montagem do que os outros têm de melhor você nunca vai alcançar, porque os seus bastidores não entram nela.
Você liga o sucesso ao que fez por ele, e não a um acaso feliz - e essa é a melhor defesa contra o receio de que um dia a sorte acabe. Quando a insegurança aparecer, volte exatamente para cá: para a lista dos passos que partiram de você.
O termo “impostor phenomenon” foi introduzido em 1978 pelas psicólogas Pauline Clance e Suzanne Imes, ao descreverem pessoas que, apesar de resultados comprovados, não conseguiam acreditar na própria capacidade. Não se trata de um diagnóstico: você não encontra esse termo no DSM, a classificação dos transtornos mentais, e a psicologia trabalha com ele como descrição de uma vivência, não como doença. A pesquisa o liga repetidamente ao neuroticismo, ou seja, à sensibilidade à avaliação, e a uma medida mais rigorosa que a pessoa aplica a si. O nosso teste, além disso, não é tradução de nenhum questionário de pesquisa - ele parte de itens próprios e é um autoconhecimento aproximado, não um instrumento clínico.
Se as suas dúvidas são fortes, duram há muito tempo e tiram de você a alegria do trabalho, vale a pena conversar sobre isso com um psicólogo ou terapeuta.
O teste da síndrome do impostor é uma ferramenta de autoconhecimento, não um diagnóstico psicológico. Ele parte do conceito de impostor phenomenon, descreve um modo de vivência e não mede capacidade nem desempenho; a comparação é aproximada.
Na pesquisa, a sensação de não pertencer ao lugar em que se está não fica sozinha. Ela se liga mais de perto ao neuroticismo: quanto pior alguém suporta a incerteza e a crítica, mais fácil as dúvidas crescem além da conta. A perseverança também tem o seu papel - quem aguenta em objetivos longos costuma converter a dúvida em trabalho, e não em bloqueio. Quem quiser enxergar mais do que um recorte pode medir as duas coisas separadamente.
São médias de grandes grupos de pessoas, não regras - num caso concreto a relação pode ser diferente, até mesmo inversa, então veja a comparação de forma aproximada.
Este teste serve para um autoconhecimento aproximado e não substitui um diagnóstico psicológico profissional.
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