Sem cadastro

Descubra em 5 minutos que personalidade você tem e qual profissão combina com você

Descubra em 5 minutos que personalidade você tem.

Leva só alguns minutos · 16 testes em um só lugar

Leva só alguns minutos · 16 testes em um só lugar

Início / Guias / Carreira e profissão / Valores profissionais - o que mais importa para você no trabalho?
Carreira e profissão

Valores profissionais - o que mais importa para você no trabalho?

Como os valores profissionais afetam a satisfação no trabalho, quais são as cinco dimensões e como descobrir a ordem de prioridades que vale para você.

Imagine duas pessoas na mesma função, com o mesmo salário, na mesma empresa. Uma está satisfeita. A outra já pensa em sair. Como isso é possível? A resposta em geral não tem nada a ver com as condições de trabalho. Tem a ver com o que cada pessoa realmente precisa do trabalho - os seus valores profissionais.

O que são valores profissionais e por que eles importam

Os valores profissionais são as prioridades internas que determinam como a satisfação no trabalho realmente se parece para você. Não são habilidades nem interesses. São necessidades mais profundas que, quando atendidas, fazem você se sentir bem no que faz. Quando ficam sem resposta, vem a frustração - mesmo que a sua chefia dobrasse o seu salário.

A pesquisa do psicólogo Donald Super (1970) mostrou que a satisfação com a carreira está diretamente ligada ao quanto o ambiente de trabalho combina com os valores de uma pessoa. Um estudo mais recente (Judge et al., 2005) confirmou que o descompasso entre valores e trabalho prevê a saída de um emprego melhor do que o nível salarial.

Em outras palavras: dá para ganhar acima da média e ainda assim não se sentir bem no trabalho. Basta um encaixe ruim de valores.

Cinco dimensões dos valores profissionais

Os valores profissionais podem ser divididos em cinco áreas principais. Todo mundo tem todas elas, mas a ordem de importância varia muito de pessoa para pessoa.

1. Sucesso e desempenho

Você precisa ver os resultados do seu trabalho. Quer superar desafios, evoluir e bater metas mensuráveis. O que move você é a sensação de ter construído algo, terminado algo, feito algo acontecer.

As pessoas com um valor alto de sucesso florescem em ambientes onde recebem um retorno claro e conseguem acompanhar o próprio progresso. Do outro lado, se frustram com trabalhos em que os resultados são invisíveis ou em que o esforço não é reconhecido.

Profissões típicas: empreendedores, vendedores, técnicos esportivos, gerentes de projeto, cirurgiões.

2. Independência e autonomia

Você precisa da liberdade de decidir como e quando trabalha. A microgestão sufoca você. Quer controle sobre o seu tempo, a sua abordagem e os seus métodos.

Independência não significa necessariamente trabalhar por conta própria. Dá para ter autonomia alta dentro de uma corporação também - depende da função e da cultura da empresa. Mas, se este é o seu valor principal e você trabalha em um ambiente de regras rígidas e supervisão constante, vai sofrer.

Profissões típicas: profissionais autônomos, pesquisadores, consultores, artistas, desenvolvedores de software.

3. Segurança e estabilidade

Você precisa saber o que esperar. Valoriza uma renda regular, condições de trabalho claras e perspectivas de longo prazo. O risco não anima você. Estressa.

Isso não é uma fraqueza. É um valor legítimo, compartilhado por uma parcela grande da população. O problema aparece quando você sente vergonha disso e se empurra para o mundo das startups ou para o empreendedorismo porque “esse é o futuro”. Para você, pode não ser.

Profissões típicas: administração pública, contabilidade, funções administrativas, educação, equipes de saúde.

4. Relacionamentos e colaboração

Você precisa de pessoas ao redor. Não necessariamente no sentido de vida social, mas no sentido de relações de trabalho com significado. Quer fazer parte de uma equipe, ajudar os outros e dividir tanto as vitórias quanto os tropeços. Trabalhar em isolamento esgota você.

Curiosamente, uma pesquisa Gallup (2022) constatou que “ter um melhor amigo no trabalho” é um dos indicadores mais fortes de engajamento. Para quem tem um valor alto de relacionamentos, isso vale em dobro.

Profissões típicas: profissionais de RH, assistentes sociais, professores, profissionais de saúde, gestores de comunidade.

5. Influência e liderança

Você precisa causar impacto. Quer moldar decisões, liderar pessoas e mudar as coisas para melhor. A responsabilidade motiva você, assim como a sensação de que a sua voz tem peso.

Uma observação: influência não significa necessariamente um cargo de gestão. Algumas pessoas com um valor alto de influência se realizam orientando outras, falando em público ou atuando como representantes sindicais. O que importa é ter voz real sobre como as coisas funcionam.

Profissões típicas: gestores, políticos, advogados, diretores de organizações sem fins lucrativos, líderes de equipes de pesquisa.

Como os valores moldam a satisfação na prática

Mariana (29) trabalhava como designer gráfica em uma agência. Gostava do trabalho, mas depois de dois anos sentia uma insatisfação crescente. Não conseguia apontar o motivo - o salário era bom, os colegas eram simpáticos e os projetos, interessantes.

Quando fez um teste de valores profissionais, descobriu que o seu valor mais forte era a independência. Mas, na agência, tinha de seguir briefings rígidos, trabalhar em um escritório aberto e prestar contas todos os dias. A liberdade criativa dela era mínima.

Ela passou a trabalhar por conta própria. Ganha um pouco menos, mas, pela primeira vez em muito tempo, se sente bem no trabalho. Não porque a natureza do trabalho mudou. Mudaram as condições, e agora elas combinam com os valores dela.

Por que é difícil reconhecer os próprios valores

Muitas vezes só percebemos os nossos valores quando eles são violados. É como o ar - ninguém pensa nele até faltar. Por isso a maioria das pessoas descobre o que realmente precisa do trabalho só depois de deixar de ter aquilo.

Há outra complicação: a sociedade diz o que você deveria querer. Dinheiro, promoções, prestígio. Mas e se a sua prioridade real for colaborar com pessoas inspiradoras? Ou a segurança de saber que ninguém vai dispensar você no mês que vem? Esses valores não “vendem” tão bem, mas são igualmente válidos.

Você consegue, agora mesmo, ordenar essas cinco dimensões por importância para si? Experimente. Depois pergunte: o meu trabalho atual combina com essa ordem?

Os valores mudam com o tempo - e isso é normal

Aos 25, sucesso e desempenho podem liderar a sua lista. Aos 35, com uma família, a segurança pode assumir a frente. Aos 45, você pode perceber que sente falta de influência e de um senso de propósito.

Super (1980) descreveu o desenvolvimento de carreira como uma série de estágios: crescimento, exploração, estabelecimento, manutenção e declínio. Em cada estágio dominam valores diferentes. Não há nada de errado nisso - é apenas útil notar essas viradas e ajustar as suas decisões de carreira a elas.

Como trabalhar com os seus valores

  1. Dê nome a eles. Enquanto os seus valores não têm nome, é difícil trabalhar com eles. Um teste de valores profissionais mostra as suas prioridades em números concretos.
  2. Compare com a realidade. Anote o quanto o seu trabalho atual atende a cada uma das cinco dimensões, em uma escala de 1 a 10. Onde está a maior lacuna?
  3. Procure soluções, não fuga. Às vezes não é preciso mudar de emprego. Pode bastar negociar trabalho remoto (independência), envolver-se em orientar pessoas mais novas (influência) ou mudar de equipe (relacionamentos).
  4. Filtre a busca de vagas pelos valores. Ao procurar uma nova posição, não pergunte apenas “o que eu vou fazer?” e “quanto eu vou ganhar?”. Pergunte também: “este ambiente combina com os meus valores?”

Valores não são luxo

Você pode ouvir alguém dizer: “Valores no trabalho? Isso é preocupação de gente privilegiada.” Mas as pesquisas contam outra história. O descompasso entre valores e trabalho leva a mais rotatividade, menos produtividade e maior risco de burnout. Para empregadores e para profissionais, é uma situação em que os dois lados perdem.

Talvez você esteja agora mesmo no trabalho, se perguntando se é assim mesmo que deveria ser. Talvez algo pareça fora do lugar, mas você não consiga apontar o quê. Em vez de perguntar “o que eu quero fazer?”, experimente outra pergunta: “Do que eu preciso no trabalho para me sentir bem?” A resposta pode surpreender você.

Teste recomendado

Experimente: Teste de valores profissionais

Descubra mais sobre você: o teste é gratuito e os resultados chegam na hora.

Começar o teste

Mais artigos na categoria Carreira e profissão