Sem cadastro

Descubra em 5 minutos que personalidade você tem e qual profissão combina com você

Descubra em 5 minutos que personalidade você tem.

Leva só alguns minutos · 19 testes em um só lugar

Leva só alguns minutos · 19 testes em um só lugar

Início / Guias / Carreira e profissão / Carreira segundo o estilo DISC: onde cada estilo rende naturalmente
Carreira e profissão

Carreira segundo o estilo DISC: onde cada estilo rende naturalmente

Carreira segundo o DISC: onde cada estilo ganha e perde energia, ambiente em vez de lista de profissões, a segunda letra e quando o estilo pesa pouco.

Duas pessoas entram na mesma empresa, no mesmo cargo, com a mesma descrição de trabalho e o mesmo salário. Um ano depois, uma delas diz que finalmente faz o que combina com ela. A outra atualiza o currículo em silêncio, embora ninguém a critique e as avaliações dela sejam boas.

A diferença raramente está nas capacidades. Quase sempre está em quanta energia custa a cada uma delas aquilo que naquele cargo compõe uma quinta-feira comum.

E é exatamente disso que o DISC fala. Ele não mede o que você sabe fazer nem o quanto você vai render. Descreve comportamento: qual ritmo é natural para você e se a sua atenção é atraída primeiro pela tarefa ou pela pessoa. Desses dois eixos nascem quatro estilos, D, I, S e C, e cada um deles tem um ambiente em que anda quase sozinho e um ambiente em que gasta o dobro de força para o mesmo resultado.

Por que o nome do cargo não decide a sua satisfação

A ideia mais difundida sobre teste de carreira é simples: sai um perfil, ao perfil corresponde uma lista de profissões, e vamos lá. Os dados não são muito favoráveis a essa ideia.

Orit Tsabari e colegas resumiram em 2005 vinte e seis estudos sobre a correspondência entre o perfil de interesses de uma pessoa e o ambiente da profissão dela, ao todo mais de seis mil pessoas. A relação entre essa correspondência e a satisfação no trabalho ficou em torno de r = 0,17. Traduzindo para uma língua sem estatística: o quanto o perfil combina com a área explica apenas uma fração pequena de você estar bem ou não no trabalho.

Do resto cuidam coisas que não cabem em teste nenhum. O chefe, a equipe, o deslocamento, o dinheiro, a fase da vida, o sentido do trabalho. Uma lista de profissões atrelada à sua letra é, portanto, a coisa menos útil que o DISC pode dar a você.

Útil é outra pergunta. Não o que fazer, mas em que tipo de operação fazer aquilo. A maior parte das profissões pode ser exercida de várias maneiras bem diferentes, e a diferença entre elas costuma ser maior do que a diferença entre áreas.

Quatro ambientes, não quatro listas de profissões

Estilo De onde tira energia O que drena a pessoa Terreno em que ela se sustenta
D (Dominância) Alçada para decidir, prazo duro, resultado mensurável Responsabilidade sem alavanca, aprovações em círculo, consenso a qualquer preço Liderança de equipes e projetos, vendas, empreendedorismo, gestão de crises
I (Influência) Pessoas em volta, contatos novos, espaço para improvisar Solidão, rotina, papelada longa Vendas, marketing, relações públicas, treinamentos, recursos humanos, mídia
S (Estabilidade) Operação estável, gente conhecida, um plano que ela conhece de antemão Mudanças bruscas, disputa, tarefa que muda no meio do caminho Saúde, educação, atendimento ao cliente, administração, projetos longos
C (Conscienciosidade) Critérios claros, tempo suficiente, paz para trabalhar concentrada Caos, improviso, interrupção a cada quinze minutos Finanças, contabilidade, análise de dados, TI, direito, controle de qualidade, pesquisa

A tabela, porém, é só um mapa grosseiro. Interessante é o que não está nela.

O estilo D não se esgota pelo volume de trabalho, e sim pela impotência. Ele cresce onde o resultado pode ser medido e atribuído a uma pessoa concreta. Assim que o sucesso se dissolve no processo e só é reconhecido dois anos depois, o motor dele para, mesmo que o trabalho seja interessante e bem pago.

O estilo I precisa de contato e de resposta rápida das pessoas. Um cargo em que o dia é feito de trabalho solitário no computador e o resultado só aparece depois de um ano, ele leva alguns meses no entusiasmo e depois vem a queda. Não é falta de disciplina, é fonte de energia.

O estilo S é o mais ignorado na escolha profissional, porque a vantagem dele só aparece com o tempo. Uma empresa que se reorganiza duas vezes por ano tira dele a segurança de que ele tira o próprio rendimento. Já uma relação longa com um cliente, um paciente ou um aluno é o terreno em que o valor dele cresce a cada ano.

O estilo C não quer paz por comodidade, e sim por qualidade. Um escritório aberto com dez interrupções por hora custa mais a ele do que uma tarefa difícil. E um cargo em que se decide sob pressão de tempo e sem material é para ele estresse diário, não desafio.

O mesmo cargo, quatro trabalhos diferentes

A coisa mais prática que se extrai do DISC para a carreira está dentro das profissões, não entre elas.

  • Vendas: conquistar clientes novos é um jogo de ritmo, recusa e fechamento. Cuidar da carteira fixa é, ao contrário, confiança longa e serviço. O primeiro combina com os estilos D e I, o segundo com o estilo S. E, no cartão de visita, os dois são vendedores.
  • Recursos humanos: recrutamento significa pessoas, entrevistas e troca rápida de contatos. A folha de pagamento significa prazos, legislação e tolerância zero a erro. Entre os dois há um abismo que o nome da área, no anúncio, não distingue.
  • TI: o suporte a usuários é trabalho interrompido, com gente o tempo todo; o desenho de sistemas é profundidade e silêncio.
  • Medicina: o pronto-socorro e o consultório de clínica geral exigem a mesma formação e um ritmo de dia completamente diferente.

Uma contadora que, depois de dez anos, tinha perdido o gosto pelo trabalho acabou não mudando de profissão. Ela saiu de uma empresa pequena, onde fazia tudo, das notas fiscais às conversas com o banco, e o telefone tocava a cada quinze minutos, e foi para uma companhia grande, onde fecha o mês por um calendário fixo e ninguém a interrompe. Mesma qualificação, mesma área, outro dia. O que a drenava era a interrupção, não a contabilidade.

Lembre da semana em que você chegou à sexta-feira carregado de energia. O que nela era diferente daquela em que você se arrastou para casa? A resposta quase nunca é outra profissão.

O que perguntar antes de aceitar o cargo

O anúncio quase não diz nada sobre a operação, mas algumas perguntas na entrevista dizem. Pergunte pelas coisas que decidem a sua quinta-feira comum:

  • Quantas decisões eu posso tomar sozinho e o que precisa da aprovação de outra pessoa? Essa única pergunta decide se quem é D continua ali depois de um ano.
  • Com que frequência alguém me interrompe durante o dia? Quem é C e quem é I formam ideias opostas a partir da mesma resposta.
  • Quanto tempo eu passo com pessoas e quanto tempo sozinho com a tarefa?
  • O que mudou nesse cargo no último ano e o que vai mudar no próximo? Para o estilo S, a estabilidade da função importa mais do que os benefícios.

A segunda letra muda mais do que a primeira

Estilo puro é raro. O nosso teste DISC tem 32 perguntas e, ao lado do estilo mais forte, calcula também o segundo colocado; se ele estiver a até quinze pontos do primeiro, os dois formam uma dupla. Assim nascem dezesseis perfis, quatro puros e doze combinações. Para a escolha do ambiente, essa segunda posição costuma ser mais importante do que a letra que lidera.

O Desbravador (DI) e o Timoneiro (DC) têm ambos o D na frente e ambos se sentem bem liderando. Só que o Desbravador floresce onde alguma coisa está começando e há gente a conquistar: um produto novo, uma expansão, a empresa própria. O Timoneiro quer o mesmo ritmo, mas embasado em números e em um plano, então combina com ele a condução de projetos grandes ou uma operação com indicadores duros. Coloque cada um no papel do outro e os dois vão trabalhar pior do que sabem.

Vale algo parecido para os perfis mais tranquilos. O Agregador (SI) desabrocha onde há pessoas e relações longas, ou seja, no atendimento a clientes, na escola ou em um lugar aonde as pessoas chegam. O Curador (SC) quer a mesma paz, mas em ordem, documentação e operação confiável. O Divulgador (CI) une precisão e gosto por estar entre pessoas, que é exatamente a combinação para metodologia, treinamento e integração de gente nova. Como o significado da ordem das letras muda está detalhado nos perfis DISC combinados.

Quando o estilo importa menos do que você espera

Agora a limitação, sem a qual este texto inteiro puxaria para o determinismo.

Timothy Judge e Chris Zapata percorreram em 2015 cento e vinte e cinco estudos sobre personalidade e desempenho no trabalho e encontraram uma regularidade. Os traços de personalidade preveem o desempenho bem melhor em funções em que o trabalho é pouco estruturado e a pessoa tem espaço para decidir sozinha. Onde o procedimento é determinado por norma, turno e sistema, o caráter se projeta muito menos no resultado. O estudo não mediu o DISC, mas traço de personalidade e estilo de comportamento se comportam igual nisso: quanto mais livre é a função, mais o seu estilo pesa.

Na prática, isso significa duas coisas. Em um trabalho bem estruturado, o ambiente carrega você mesmo contra a sua tendência, porque quem decide é o procedimento, não o caráter. Em uma função livre, o seu estilo ou carrega você ou freia você, e não existe meio-termo.

A segunda limitação é ainda mais importante. A letra mais baixa não é um muro. Quem é C pode liderar uma equipe, quem é D pode fazer controle de qualidade e quem é I pode passar três anos escrevendo metodologia. Isso vai custar esforço consciente e vai exigir gente em volta com a configuração inversa, o que, aliás, é o principal argumento a favor de misturar estilos na equipe. Uma regra razoável soa assim: o que drena você uma hora por dia, você aguenta por anos. O que drena você o dia inteiro vai cobrar o preço.

E mais uma coisa. O DISC não deve ser ingresso nem placa de proibido. Se você riscar da lista, por causa do resultado, a área que deseja, está usando a ferramenta errado, e o mesmo erro do outro lado da mesa está descrito no texto sobre o teste DISC na entrevista de emprego. De onde veio o modelo inteiro e o que dele se sustenta está no guia do teste DISC. A comparação com as outras pessoas é sempre aproximada, não um diagnóstico.

Nas próximas duas semanas, tente uma coisa. A cada reunião e a cada tarefa maior, anote no calendário uma letra: E, se você saiu dali com energia, D, se saiu drenado. Depois de quatorze dias, olhe apenas para os D. Um tema em comum quase nunca vai aparecer neles. Um ritmo em comum, ou o fato de se tratar de pessoas ou de tarefas, vai aparecer quase sempre. E essa é uma informação que nenhuma lista de profissões adequadas vai dar a você.

Teste recomendado

Experimente: Teste de personalidade DISC

Descubra mais sobre você: o teste é gratuito e os resultados chegam na hora.

Começar o teste

Mais artigos na categoria Carreira e profissão